Aprenda a gastar o seu dinheiro.
Se você seguiu a planilha de orçamentos à risca, parabéns! Que tal revisar os valores e enxugar os gastos supérfluos. Tente reservar pelo menos 10% de seus ganhos para poupança e investimentos. Se puder guardar mais, melhor!
Mas se você não conseguiu seguir o orçamento, está na hora de rever os seus conceitos. A primeira coisa a fazer é verificar suas anotações e perceber onde extrapolou o orçamento previsto.
Para o economista Mauro Halfeld, autor do livro “Investimentos”, existem dois tipos de despesas, as elásticas e inelásticas. “Usando o economês clássico, podemos fazer uma analogia e dizer que há despesas elásticas, que são aquelas que podem ser comprimidas, e outras que são inelásticas, ou seja, não adianta tentar que não há como fazer com que diminuam”, revela em seu livro.
Exemplos de despesas que podem ser reduzidas:
- Se o seu problema são as “baladas”, procure uma alternativa de gastar menos dinheiro, para isso, vale a criatividade ou a redução de saídas. Ao invés de jantar num restaurante bacana, improvise uma bela massa e vinho em casa. Freqüente lugares onde a cerveja seja menos cara, ou onde o estacionamento seja mais barato.
- Se as despesas de supermercado extrapolaram, reveja a lista de compras e identifique os exageros e as alternativas para os mesmos. Se você encheu o freezer de carne congelada e ao final do mês só consumiu cerca de 70% do produto, conclui-se que 30% foi comprado desnecessariamente, compre menos carne das próximas vezes.
Economizar é chato
Ok, você deve estar achando tudo isso muito chato. Afinal de contas, esse papo de economia exige algumas privações, e ninguém gosta de se privar de coisas agradáveis, certo? Sim, mas forma de pensar está errada.
Em primeiro lugar você não precisa se “privar” de tudo o que gosta. O ideal é rever os gastos e adaptá-los ao seu novo modo de vida, mais organizado e comprometido com o futuro. E por falar em futuro, encare a economia como um investimento. O dinheiro não está indo para o espaço nem para lata de lixo. Ele continua a ser seu, e será destinado a conquistas maiores no futuro.
Se o seu orçamento envolve outros membros da família, é importante que todos se comprometam com a nova estrutura econômica da casa. A fIlha que não sai do telefone terá de “dar um tempo” no blá blá blá, e a meia hora de banho do filho deverá ser reduzida para 15 minutos.
Fonte: site poupaclique.ig.com.br
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